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Uberaba, 19 de setembro de 2018 -

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POLÍCIA

Com quase 100% mais de internos, CSEUR é considerado referência

Apesar das dificuldades, o Centro Socioeducativo de Uberaba (CSEUR) é considerado referência estadual. Em 2018 completa 10 anos, sem graves incidentes relacionados à segurança

- Por Renato Manfrim Última atualização: 17/12/2017 - 11:14:09.

Foto//Sandro Neves


Um dos desafios da administração da unidade é a questão estrutural, que exige melhorias para a comodidade dos internos e funcionários

Apesar das dificuldades, o Centro Socioeducativo de Uberaba (CSEUR) é considerado referência estadual. Em 2018 completa 10 anos, sem graves incidentes relacionados à segurança, como fugas, rebeliões ou mortes. Desta forma, segundo o diretor do centro de internação para jovens de 12 a 21 anos, Wilson Alves Pereira Júnior, o CSEUR tem um dos melhores índices do Estado de Minas Gerais no que diz respeito à segurança. As últimas rebeliões aconteceram nos anos de 2007 e 2008.

No entanto, são muitos os desafios para 2018. Com capacidade para 50 jovens, atualmente estão internados 90, ou seja, uma superlotação de quase 100%. O quadro de agentes socioeducativos é considerado deficiente. O ideal para o local, segundo Wilson Júnior, seria 100 servidores, mas o número atual está defasado. Por questões de segurança, não foi informado o número exato.

O CSEUR é instituição exclusiva para atendimento a menores infratores do sexo masculino ou jovens que tenham cometido algum crime grave aos 17 anos, sendo que poderão cumprir pena no local até os 21 anos. Já as menores infratoras de Uberaba são encaminhadas a Belo Horizonte, ao Centro de Internação São Jerônimo. Não existem unidades mistas na cidade.

Sobre os avanços do CSEUR nos últimos dez anos, Wilson Júnior apontou a maior preocupação com a questão da humanização na metodologia do sistema socioeducativo. “A partir do momento em que o infrator vê que a ‘casa’ está trabalhando por ele e para ele, vai perdendo o interesse em querer se rebelar. Então, isto foi um fator preponderante para os adolescentes pensarem que eles têm de cumprir a medida e se desvencilhar dela pela porta da frente”, declarou o diretor.

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