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POLÍCIA

Júri absolve réus acusados de tentar matar agente penitenciário em 2017

MP apurou que os denunciados supostamente planejaram matar o agente penitenciário por ele ter maltratado o acusado Maicon quando encarcerado

06/11/2018 - 23:18:16. - Por Thassiana Macedo Última atualização: 07/11/2018 - 07:29:41.

Arquivo/Jairo Chagas


Na ocasião da prisão de Maicon Moura Pereira, a polícia apreendeu armas de fogo e munições

Maicon Moura Pereira e Wadras Ranier Gonçalves Pestana eram acusados pela tentativa de homicídio qualificado de um agente penitenciário em março de 2017. Submetidos ao Tribunal do Júri ontem, os dois foram absolvidos pelos jurados por falta de provas. Os dois foram representados pelos defensores públicos Giovane Manzo e Thiago Dutra, vindos de Belo Horizonte para reforçar a alta demanda de trabalho em Uberaba. 

O Ministério Público apurou que os denunciados, em data anterior aos fatos, supostamente planejaram matar o agente penitenciário L.A.L. por ele ter maltratado o acusado Maicon quando ele estava encarcerado. Para isso, os acusados teriam passado a observar a rotina do agente, juntando informações acerca de seu endereço e o veículo no qual transitava.

Contudo, dois dias antes do fato, o agente emprestou sua motocicleta para a vítima O.M., também agente penitenciário. Teria ficado combinado entre os dois que, no dia 31 de março de 2017, ele passaria na casa de L.A.L. para buscá-lo e juntos irem para o trabalho. Na data combinada, O.M. se dirigiu à casa do colega, mas ele já havia pegado carona para o trabalho com outra pessoa e esquecido de informar à vítima, motivo pelo qual ela ficou parada na porta da casa de L.A.L. por um tempo, esperando-o.

Neste momento, os indivíduos teriam passado na porta da residência e visualizado a vítima transitando na motocicleta pertencente ao outro agente. Assim, teriam acreditado que O.M. era L.A.L. Diante disso, passaram a seguir a vítima em um Gol de cor verde. Quando a vítima chegou ao trevo do anel viário com a avenida Djalma Castro Alves, na MG-255, quilômetro 4, um deles desferiu cinco disparos, dos quais quatro atingiram a vítima, sendo três no abdômen e um na perna, momento em que ela veio a cair ao solo. Após a fuga dos indivíduos, a vítima foi socorrida e sobreviveu ao atentado. 

Embora no curso das investigações a vítima tenha informado que reconheceu os indivíduos, os defensores públicos adotaram a tese de negativa de autoria por falta de provas. Na ocasião da prisão de Maicon, a polícia apreendeu armas de fogo e munições, mas a arma usada na tentativa de homicídio não teria sido localizada. O alvará de soltura foi expedido pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, Fabiano Garcia Veronez, mas será feita uma verificação da existência ou não de mandados de prisão em aberto antes da liberação dos absolvidos

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