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Maria Aparecida Alves de Brito - 06/12/2013

Direitos no trnsito

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Ontem foi o dia em que meu filho teve o seu automóvel abalroado, em uma rotatória, diga-se de passagem não tão movimentada, por um caminhão que não obedeceu o aviso de PARE. Mas isso não é de se estranhar, pois aqui os motoristas batem uns nos outros nos locais mais improváveis. Penso que em Uberaba são poucas as pessoas que não têm uma história envolvendo o trânsito para contar. Trânsito assassino, violento, desrespeitoso, para uma cidade de porte médio como a nossa. Fico me perguntando aonde vão com tanto afoito e pressa estes supostos motoristas, não respeitando o direito de ir e vir do cidadão que como ele está ou não no comando de um veículo. Grande é o contingente de ciclistas, motociclistas, crianças e pedestres que todos os dias se veem à mercê de pessoas que não têm o mínimo preparo, a menor compreensão e discernimento para estarem dirigindo um veículo, competências essas necessárias para considerar alguém habilitado. Praticar um trânsito humanitário, pautado na manutenção e preservação da vida tem sido o desejo da minoria que transita pelas ruas da cidade. A cada ano, campanhas em prol de um trânsito menos violento são feitas, barreiras para diminuir a velocidade são colocadas, radares instalados, mas nada disso resolve. Comprar uma carteira de motorista, qualquer um pode comprar, mas bom senso, solidariedade, gentileza e conhecimento, cultura, os que valorizam a vida, isto não é pra qualquer um. Quero agradecer aos policiais militares que tão prontamente, profissionalmente e gentilmente orientaram o motorista do caminhão (homem simples e muito educado) e ao meu filho, dando toda assistência aos dois.
 

(*) Pedagoga, especialista em Educação Especial




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