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Reginaldo Baleia Leite - 30/06/2010

GP DA EUROPA

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A versão 2010 do GP da Europa, que é a segunda prova em território espanhol do calendário, teve o domínio total de Sebastian Vettel. Fez a pole e venceu de maneira incontestável. Essa foi a terceira edição do GP da Europa nesta pista, que sempre foi chatinha, mas como as duas anteriores contaram com vitórias brasileiras, não as considerava tão ruins. Se bem que na do ano passado houve certa emoção entre Hamilton e Barrichello em suas disputas. Mais nos boxes do que na pista.

O cenário é belíssimo e conta com uma plástica a lá Mônaco, mas a pista é mais uma escultura de Herman Tilke, o capanga do Verme que projetou os circuitos nos últimos tempos, onde ultrapassar é uma missão bem difícil. Numa ótica plástica até lembra Abu Dhabi, onde tudo é belo, mas a pista é péssima, para não falar horrível, em termos de competição. Por outro lado, não podemos esquecer que se trata de uma pista de rua e aí muitas coisas são aceitáveis. E assim, a missão de ultrapassar passa a ser apenas um detalhe e não a razão de ser desse esporte. Esse é o preço que se paga por ter o lucro como fator principal, e não o esporte. A Espanha tem ótimos autódromos, só que a F1 corre nos piores. Como é o Verme quem manda no circo, somos obrigados a tolerar esse tipo de esporte. As corridas são realizadas onde se paga mais e não onde oferecem melhores condições às disputas.

E pelo que vi na copa do futebol, por lá as coisas não são muito diferentes. Para falar a verdade, em termos de regras são piores. No jogo Argentina e México até o juiz sabia que havia errado ao validar um gol que todos virão que foi ilegal. Mas, inexplicavelmente, ele voltou atrás e deu o gol para los hermanos. Isso é a ótica do Verme, los hermanos dão muito mais ibope que os mexicanos. Traduzindo, dão mais visibilidade e retorno financeiro ao esporte numa possível final, e o nosso Brasil está na mesma barca, só que navegando por águas menos turbulentas.

Êpa, e a corrida? Bem, a corrida foi a pior do ano. E só não foi mais chata porque Webber, que largou mal demais e ainda fez uma primeira volta horrível, de onde despencou do segundo posto para o nono,  protagonizou um senhor acidente. Aí os cartolas acionaram aquela bela e sensacional Mercedona que é o Safety Car deste ano e mudaram o curso da monótona etapa. A ordem da corrida era Vettel, Hamilton, Alonso, Massa e mais atrás Button, Kubica, Barrichello, e o resto da turma. Depois da entrada do carro madrinha as cartas se inverteram. Depois de tudo, a ordem era Vettel, Hamilton, Kobayashi que não parou como os demais, Button, Barrichello, Kubica e pasmem Alonso, em décimo. E pasmem mais ainda, Massa em décimo oitavo. Para os vermelhos o Pace Car ou Safety Car foi uma péssima aparição.

O mais engraçado de tudo foi ver o Alonso virar fiscal da pista em vez de se concentrar na pilotagem. A todo o momento ele cobrava uma punição e na pista não fazia nada. Sutil passou Buemi e Alonso com uma Ferrari não. E no final ainda perdeu posição para Kobayashi que havia parado para colocar pneus macios como exige a regra. Kobayashi fez sua melhor corrida deste ano, sétimo. É um piloto arrojado e não se intimida com ninguém. Lembra do GP Brasil do ano passado? O Button lembra muito bem.

Concordo com o asturiano que a punição de Hamilton demorou para ser aplicada e isso salvou a corrida do piloto da McLaren. Pois quando aplicaram a punição, ele já havia aberto uma ótima vantagem para cima do Kobayashi, que se encarregava de segurar o resto da turma. Traduzindo: Hamilton contou com a ajuda involuntária do japonês e com uma ajuda estranha dos comissários, e assim conseguiu segurar o segundo posto, para desespero do espanhol.

A força política da Ferrari ainda fez com que vários pilotos sofressem uma punição de cinco segundos acrescidos a seus tempos do resultado final da corrida, e assim Alonso terminou em oitavo. Que não era sua posição ao término da corrida. O Barrichello conseguiu um quarto posto mesmo com a punição. É interessante ver como Button dá sorte em corridas onde acontece algum imprevisto. O piloto se classificou mal, corria mal e depois da paralisação estava bem colocado, porém atrás da japa da Sauber, que não o deixou evoluir mais. E terminou em terceiro.

A verdade é que a Ferrari esperava mais desta etapa e tinha um carro competitivo. Mas Hamilton surpreendeu a todos na classificação e até a ele mesmo, e assim, o final de semana dos italianos não começou como eles queriam. E na prova, o Pace Car estragou a festa. Demais mesmo é a equipe do energético, todos copiam suas soluções aerodinâmicas, mas eles sempre mostram o melhor carro. Têm o melhor carro, mas não a melhor equipe, aí aparece a McLaren no topo da lista. E para a próxima etapa, eles vêm com uma traseira copiada da RB 6 e assim poderão surpreender. Só que Newey vem aperfeiçoando o duto aerodinâmico que é uma invenção da McLaren. Se todos copiam as soluções de Newey, esse duto dos ingleses, também está sendo copiado pelos adversários. Mas ninguém tem o amplo domínio desta tecnologia como a McLaren. Aqui, tudo que é bom é copiado e rapidinho.




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