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A história é outra

Nosso presidente Jair Bolsonaro está sempre nas redes sociais: ora ele manda suas mensagens, ora ele é assunto

04/06/2019 - 00:00:00. - Por Mário Salvador

Nosso presidente Jair Bolsonaro está sempre nas redes sociais: ora ele manda suas mensagens, ora ele é assunto. E todos nós sabemos que a vitória dele no último pleito é em parte creditada às redes sociais, uma vez que ele tinha poucos minutinhos na TV para a propaganda eleitoral.

Depois de Bolsonaro cortar gastos do tesouro com a publicidade, como era de se esperar, os órgãos de imprensa dificilmente têm dado notas positivas sobre o Governo Federal. Preferem jogar contra. E essa é uma situação que o governo acaba tendo que aturar com muita paciência e jogo de cintura.

Esse preâmbulo todo me dá o direito de parafrasear uma historinha que circula na internet e que reflete bem o histórico de manipulação dos fatos por parte da mídia, em favor de uma ideologia.

Navegando pela Baía da Guanabara, um barco levava, dentre outros passageiros, o papa Francisco e o presidente Bolsonaro. De repente, um vento jogou a mitra do Papa (o seu chapéu) na água. De imediato, algumas pessoas pularam na água, para resgatar o objeto, mas não tiveram sucesso. Solidário com o papa, o presidente Bolsonaro lhe disse: “Pode deixar comigo!”

Bolsonaro pôs os pés na água e foi andando sobre as ondas até pegar a mitra. Depois, voltou para o barco, de novo caminhando sobre as águas, e entregou a mitra ao Papa. Repetiu, dessa forma, um antigo milagre já bem conhecido dos cristãos.

Até aí, tudo bem. A maior novidade veio a seguir. Os principais jornais impressos e televisionados registraram a notícia com estas palavras: “Presidente Bolsonaro não sabe nadar.”

Brincadeira à parte, toda declaração evidencia ideologia, interesses, intenções de seu emissor, mas nem sempre condiz com a verdade. Felizmente, a postura crítica com que interagimos com a mídia hoje transcende a leitura das linhas: é a leitura das entrelinhas que tem provocado mudança no país. 

Doce ilusão de qualquer mídia achar que, hoje, conseguirá continuar manipulando a história e iludindo o receptor. Equívocos como esses podem assinalar a decadência e até o fim daqueles que já foram um dia poderosos órgãos de comunicação. O tempo dará o veredito.

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