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Pensar no presente

Felizmente, para pensar não se paga imposto. Se se pagasse, teríamos um governo riquíssimo e seríamos um povo pobre

14/05/2019 - 00:00:00. - Por Mário Salvador

Felizmente, para pensar não se paga imposto. Se se pagasse, teríamos um governo riquíssimo e seríamos um povo pobre. Isso porque é próprio do nosso cérebro trabalhar, aprender, memorizar, meditar, lembrar e relembrar, planejar, refletir, criar, desenvolver hábitos, identificar sons e imagens, analisar, concluir, ou simplesmente divagar. Pensamentos diversos, ora bons, ora ruins, tomam conta de nossa mente. 

Computadores têm procurado imitar o cérebro humano. Mas esse mesmo cérebro que criou o computador guarda tanta complexidade, que jamais será igualado pela máquina – afirmam os cientistas da computação.

Mesmo com todo esse poder do cérebro, determinados hábitos que têm a ver com o pensamento podem sugar nossa energia, dentre eles, conforme listou a coach Tatiane Lopes, estão: pensar demais, reclamar, tentar agradar a todo mundo, viver no passado, fingir que está tudo bem, querer dar conta de tudo e querer viver a vida alheia.

Mas é possível reconectar mente e corpo, procurando manter a concentração plena no presente. E manter a atenção e foco na tarefa que se está desenvolvendo exige não se preocupar com passado ou futuro. Com isso, a mente se torna mais desperta e saudável. A meditação ajuda as pessoas a aprender e treinar essa forma de concentração – que recebe o nome de mindfulness.

Através do mindfulness, reprogramarmos nosso cérebro para que ele saia do piloto automático, ou seja, para evitar que ele se distraia e para fazê-lo se sentir no presente, percebendo a respiração e sensações, focando em executar ações de forma consciente – seja alimentar, caminhar, levantar da cama, escovar os dentes...

Quem consegue fazer esse controle da concentração vive plenamente o presente, experimenta o bem-estar físico, aprende com facilidade, toma as melhores decisões, regula as próprias emoções, sente o alívio da ansiedade, depressão e estresse, tem criatividade, boa memória e tranquilidade. 

Somos o que queremos ser, ou seja, cada pessoa é responsável pela própria qualidade de vida. E não é difícil conseguir isso. Controlar o próprio pensamento é o primeiro passo para uma vida plena.

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