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Maturidade emocional

Como podemos ser egoístas ao ponto de desejarmos que tudo permaneça imutável enquanto estivermos em nossa zona de conforto?

08/02/2019 - 00:00:00. - Por Larissa Alves Correa

Como podemos ser egoístas ao ponto de desejarmos que tudo permaneça imutável enquanto estivermos em nossa zona de conforto? O imaturo não aceita as mudanças, e as novas fases da vida. Outro dia, por exemplo, entramos no verão, é a estação mais alegre, quente e divertida do ano, maravilhosa para quem goza férias. Mas, também é a mais sofrida para os hipertensos. Todas as fases da vida têm suas belezas e seus desconfortos. O imaturo conta apenas com a parte boa da história, não aceita o fato de que pessoas entram e saem de nossas vidas o tempo todo, e que quase todo encontro é transitório. Deixar pessoas saírem de nossas vidas, naturalmente, é saudável, e mostra-nos que para tudo há um prazo de validade, que perder é algo corriqueiro e diário. Perdemos coisas e pessoas a todo momento. O ser humano precisa entender que nem tudo é eterno, que pessoas entram em nossas vidas para nos fazer crescer e evoluir seja no âmbito profissional, pessoal ou emocional. E quando elas cumprem o papel que vieram desempenhar em nossas vidas, elas simplesmente se vão. Assim mesmo, sem aviso prévio, algumas vezes até sem despedidas. É inegável o fato de que, algumas perdas e distanciamentos doem mais.
Mas também vão existir laços que serão eternos. Existirão sociedades que nunca irão se desfazer, e enlaces que nunca se findarão. Às vezes a gente almeja chegar a determinados objetivos, mas com a pessoa errada ao nosso lado, nunca conseguiremos. Quem nunca viu a vida de alguém deslanchar depois do fim de um casamento? Acontece que algumas pessoas por mais que você queira ter por perto, você não deve manter na sua vida. Não importa se você faz tudo certo, a quantidade de energia e tempo que dispõe para conquistar suas coisas, na companhia de pessoas infrutíferas, nada sairá como o esperado. Às vezes nem se trata de uma pessoa, pode se tratar de uma lembrança dolorosa, de uma mágoa do passado; ou até mesmo de uma mania que já devíamos ter deixado ir embora. Portanto, abra mão de determinados sentimentos. Sempre que possível, puxe uma cadeira e tome um café com o que/quem te magoou no passado, te fará bem, será próspero e evolutivo. Tudo aquilo o que não resolvemos como deveria, carregamos conosco e vira peso extra. Viram amarras que sufocam. Liberte-se!

Agradeça e celebre quem entra na sua vida, mas não chore por quem saiu. Existe uma razão pela qual determinadas pessoas não chegarão ao seu futuro, e não verão o seu sucesso. A verdade é que tudo tem seu tempo, há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu. E que desse modo, possamos então, crescer, observar e absorver tudo o que há ao nosso redor. Só assim conquistaremos a maturidade emocional de saber conviver com as idas e vindas, e essa rotatividade toda de pessoas em nossas vidas. Na maioria das vezes, quando há o rompimento de alguns laços, buscamos respostas. Tentamos encontrar o culpado. Ficamos remoendo durante meses, tentando encontrar sinais em situações passadas, que possam ter sido um aviso, que passou despercebido. E deixamos de compreender que às vezes nem existe culpado. Às vezes o destino decide por nós. Às vezes foi a vida com sua vontade superior e soberana.

Nem sempre o fim das relações têm ligações com o desejo e vontade dos envolvidos em continuarem juntos. Às vezes ainda que duas pessoas se queiram muito, não é pra ser, e tudo bem!

Nem tudo tem resposta, nem todas as coisas são compreensíveis. As coisas são como elas têm que ser. E o que tem que ser... ah, o que tem que ser tem muita força!

(*) Estudante

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