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Eterno referencial

Meus amigos estão partindo / E eu na “sofrência” pensando / Qualquer dia estarei indo / Querendo ou não estarei viajando

11/01/2019 - 00:00:00. - Por João Eurípedes Sabino

Meus amigos estão partindo / E eu na “sofrência” pensando / Qualquer dia estarei indo / Querendo ou não estarei viajando.

As palavras aí de cima enviei a alguns amigos ao cientificá-los da partida do amigo Jésus da Cunha Tormin no último dia 08/01/2019. Envolvido pela comoção de ver o grande combatente repousar quase que subitamente, não me restou outra alternativa senão a de escrever o que me pediu o coração. Não era para menos, posto que perdi três amigos e duas amigas em um mês.

Recebi incontáveis respostas e dentre tantas, me permito transcrever algumas aqui, já que me valeram e poderão provocar extensas reflexões: “Deixe a barba de molho”. “Felizmente iremos conscientes do dever cumprido”. “Essa sua tristeza, ainda bem que extravasou na trova bastante realista”. “Esse é o final nosso e não tem jeito”. “Sua missão aqui ainda será longa...”. “E assim segue a vida”. “É a única certeza que temos”. “És jovem no modo que vives a vida”. “Verdade amigo. Deus tem o tempo certo para cada um de nós”. “Estamos no mesmo barco”. “A morte é apenas uma viagem”. “O dia da grande viagem é um botão on/off”. “Ainda vamos fazer muitas viagens juntos”. “Essa é a lei...”. “Terminada a missão aqui, começa a de lá”. “Não vamos pensar nisso não...”.

E continuam outros amigos manifestando sobre o meu epitáfio: “Não pense, que é melhor”. “Sigamos com Deus rumo ao horizonte lá bem no infinito”. “Devemos viver o hoje como se fosse o último dia”. “Nós viajaremos, querido amigo”. “Essa é a única certeza que temos, meu amigo”. “A fila anda e ninguém fura”. “Viver o hoje bem vivido vale mais a pena”. “Enquanto tiver sonhos o corpo suporta muito bem”. “Estamos todos na fila”. “Precisamos de seus ensinamentos”. “Iremos todos...”. “Verdade. Tenho o mesmo sentimento”. “Compartilho o sentir”. “Amigos especiais são presentes de Deus”.

Os donos das frases mencionadas, aos quais sou imensamente grato, irão identificá-las, como o pai que reconhece a voz do filho estando ele entre mil crianças. Jamais imaginei que o falecimento do amigo Jésus da Cunha Tormin pudesse reverter a mim ensinamentos vindos de tantas pessoas em momento tão especial. Jésus era assim; tinha o poder de aglutinar pessoas. Usava frases diretas ou de efeito e, muitas vezes, de “efeito retardado”, para serem entendidas horas ou dias depois. Defendia sempre a verdade sem perder a ternura. Não sabia negar ajuda a ninguém.

Amigo Jésus. Por onde você passou, o seu assento jamais terá um substituto e, na confraria Roda de Fogo, será nosso eterno referencial.

 

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