JM Online

Jornal da Manhã 46 anos

Uberaba, 19 de janeiro de 2019 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

Para gostar de ler

2018 foi corrido, mas ainda deu tempo pra ler esta pilha de livros aí. Teve uma metodologia

09/01/2019 - 00:00:00. - Por Dionyzio A. M. Klavdianos

2018 foi corrido, mas ainda deu tempo pra ler esta pilha de livros aí. 

Teve uma metodologia, segui os conselhos de minha mulher e evitei “bíblias”, daí o que ajudou na média de dois por mês.

Conheci mais de escritores modernos da América Latina e do Brasil e as experiências não poderiam ter sido melhores. Este ano reclamou-se muito da “parcialidade” dos grandes jornais, muita gente boa disse que cancelou assinatura, pena, pois não fossem as dicas de profissionais que lá escrevem não teria tomado conhecimento de vários destes livros.

De resto, brochura não é necessariamente atestado de qualidade, e no caso mesmo dos que li, o que mais me surpreendeu (li num sopro, no voo de São Paulo para Brasília) foi Glaxo, acho que o mais fino de todos.

O amor como pano de fundo de grandes histórias, sempre, atuais como Acre e A tirania do Amor e imortais como em O duelo e Humilhados e Ofendidos, aliás, os russos, como igualá-los?! Não se limitam no que são mestres, e em Inveja narram a mais perfeita partida de futebol que já li.

Acabei de ler o último agora há pouco, Jornada de Felícia, passado nos primórdios da década de 1990, que conta o drama de uma menor de idade que sai da cidade natal à procura do namorado e se vê às voltas com um maníaco sexual, você sofre junto, mas não é assim com qualquer grande obra literária?

Belchior foi presente de minha enteada, às suas músicas e letras recorro vez por outra, o bardo cearense, como bem disse Caetano Veloso, Anthony Bourdain, porque sabia que ele tinha bem mais do que receita de comida pra nos contar, e João Carlos Pimenta, presidente do Sinduscon-DF, me fez lembrar dos escritores mineiros publicados na coleção “para gostar de ler”, nos primórdios da década de 1970. Desde aquela época tenho claro que a principal arma do cidadão é o livro. 

(*) Engenheiro civil formado pela UnB, diretor técnico da Construtora Itebra, presidente da Comat/Cbic e 1º vice-presidente do Sinduscon-DF

 

Leia mais

DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia