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Falando de diálogos

Qual é a importância do diálogo? O diálogo é insubstituível para a formação humana

12/09/2018 - 21:19:10. - Por Sandra de Sousa Batista Abud Última atualização: 12/09/2018 - 21:19:19.

Qual é a importância do diálogo?

O diálogo é insubstituível para a formação humana, para a resolução de problemas, para as relações amorosas, para a política, seja qual for a linguagem.

Tal é a importância do diálogo, que este deveria ser o principal instrumento dos responsáveis pela educação da criança. Diálogos frequentes, agradáveis e relaxantes aproximam os educadores dos educandos, produzem espaços internos, constroem, aglutinam.

A importância do diálogo é inegável. Aparentemente, sabemos falar, emitir sons, discorrer sobre assuntos, mas não dialogar. Pessoas existem que não sabem dialogar com quem amam. Profissionais existem que sabem atender clientes, mas não conseguem construir pontes com seus filhos e parceiros.

O que é dialogar?

“Dialogar não é expressar palavras secas, frias, destituídas de sentimentos, é falar sobre nós mesmos com a linguagem do coração.”

“Dialogar não é falar de cima para baixo, diminuindo quem nos ouve, mas olhar na mesma altura dos olhos, exaltando quem amamos.”

“Dialogar não é se colocar como um ser humano acabado, mas como um ser humano em construção, que contribui com outros seres humanos em construção.”

“Dialogar não é ouvir o que se quer ouvir, mas o que o outro tem para dizer.”

“Dialogar não é ter necessidade neurótica de ser perfeito e defender com unhas e dentes suas posições e ideias, mas reconhecer erros, pedir desculpas, levar em alta consideração quem debate conosco.”

“Dialogar não é ter a necessidade neurótica de ser o centro das atenções, mas sentir o prazer de promover os outros para que brilhem no palco de sua mente.”

“Dialogar não é ser indiferente e indelicado enquanto o outro fala, inclusive quando ele não tem a mesma velocidade e coerência de raciocínio que você, mas expressar várias vezes durante o diálogo que o está apreciando, parabenizar o interlocutor, ainda que seja uma criança, e conduzi-lo de forma inteligente e produtiva.”

“Dialogar não é falar de política, economia ou esporte, mas comentar os capítulos mais importantes de nossa biografia, as dificuldades e derrotas que atravessamos e as lágrimas que choramos, para que nossos filhos e alunos ousem escrever as suas próprias biografias sem medo e com dignidade.”

Diálogos da emoção são diálogos inteligentes, que perguntam: “O que você está sentindo? Que medos o abarcam? Que sonhos você tem? Que pesadelos o afligem? O que eu posso contribuir para te fazer mais feliz?”. Questionamentos como esses deveriam ser a estratégia principal para estabelecer a relação entre os indivíduos.

O diálogo rico, contínuo, alegre e com elogios produz uma revolução cognitiva, desenvolvendo a observação, a interiorização, a imaginação, o pensamento abstrato e provoca relaxamento. Esses elementos alimentam uma emoção calma e saudável. 

(*) Psicóloga clínica
sandrasbabud@hotmail.com

 

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