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Solange de Melo M. N. Borges - 17/04/2018

O Brasil fazendeiro

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O Brasil é um país rural! Historicamente, esse grande território foi pródigo na geração de riquezas a partir do campo. Os ciclos econômicos traduzem essa realidade: a cana-de-açúcar, a pecuária, o café, o leite, a soja... Poucos brasileiros não carregam nos seus genes uma vida pontuada de rezas, de superstições, de tias velhas, de lampiões a querosene, atoleiros instransponíveis, uma fala caipira e um delicioso cheiro de mato molhado! Ainda que o êxodo rural tenha deslocado boa parte da população para as cidades, as características do povo, principalmente do interior, são de “roceiros” urbanizados. Quanta honra!

Como é gostoso poder lembrar o barulho da água dos monjolos, os viveiros de morcegos, as rezas para chover, a escola da fazenda, o frango com farofa, o embornal na cabeça do arreio, a subida nas jabuticabeiras e o leite quente tomado lá mesmo, no curral!

Em meio a tantas boas lembranças, penso naquela figura destemida, disposta ao trabalho de sol a sol e tão massacrada nos dias de hoje – o fazendeiro. O preconceito medieval contra o lucro, contra o proprietário de terras, perpassou os séculos e, revestido de uma imbecil ideologia esquerdopata, torna a vida desses empreendedores um inferno. Ora são responsáveis pelo atraso rural e, portanto, identificados com a caricatura do Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, ora são demônios destruidores da natureza e malvados escravizadores de mão de obra. Não fica só nisso. São responsáveis, também, pelos gases que saem do intestino do gado e provocam danos à camada atmosférica. Esses discursos persuasivos e as ações equivocadas defendidas por interesses nada republicanos seduzem com a apocalíptica política do “fim do mundo” os indivíduos que não conhecem a realidade do campo. Não é possível! Esses cidadãos, os fazendeiros, merecem uma retratação histórica!

Aliás, foi sacudida pela beleza de uma reportagem televisiva que foi ao ar bem cedo e mostrava  esteiras carregando milhões de toneladas de soja, produzidas na última safra, que mais pareciam  bateias modernas por onde circulava ouro puro. E é ouro mesmo, é riqueza! É chance deste país abençoado, mas desgraçado pelos canalhas que lhe roubaram até os últimos centavos, de se renovar através do trabalho honrado, suado e tecnicamente eficiente desses bravos brasileiros, que, a despeito das quadrilhas que os achacavam, continuaram a produzir e garantir alimento de qualidade para os nativos e para o resto do mundo.

Por mais paradoxal que possa parecer, apesar do meu desânimo crônico advindo dessa vergonhosa etapa da nossa história, naquele momento fui subitamente tomada por uma certeza tão grande de que “nós também podemos”, a ponto de esquecer essa gente ordinária e suas falcatruas. Eles não tiraram a minha vontade de acertar, de crescer, de viver e de amar este Brasil. O Brasil fazendeiro. O Brasil é o país do cidadão digno, trabalhador, decente e ávido para constituir um autêntico modelo de cidadania. Somente não é possível cobrar democracia e cidadania de um povo sem saúde, sem educação e sem segurança.

Brasil fazendeiro, a luta permanente, resistente e feliz tem a nossa bandeira como escudo, e a crise, provocada tão covardemente, será debelada com a contribuição do setor que mais cresce nos últimos anos – o agrossetor. 

(*) Economista




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