Publicidade Rdio JM
Canais Facebook Twitter RSS RSS
Play Store App Store Estúdio Ao vivo
EDIÇÕES ANTERIORES:
 | 
BUSCA:     

 
ARTICULISTAS
Tamanho do texto: A A A A
Dirceu Cardoso Gonalves - 17/11/2017

A pauta-bomba e a caa ao voto

Compartilhar:

O Congresso Nacional tem menos de um mês útil para trabalhar até que comece o recesso. Esta semana não haverá pauta porque tivemos o feriado na quarta-feira e os parlamentares emendaram, ficando em suas bases. Mas, mesmo assim, monta-se uma pauta-bomba, que atenta contra o ajuste fiscal. Foram retiradas da gaveta propostas de correção da tabela de isenção no Imposto de Renda, rolagem da dívida de municípios, perdão de multas e juros rurais e outros favores fiscais que, se aprovados, aumentarão em R$20 bilhões o rombo nas contas da União do próximo ano. De outro lado, incentivado pelos seus mosqueteiros da área econômica, o presidente Temer ensaia um projeto de reforma previdenciária mínima cujo objetivo é diminuir o déficit orçamentário aumentando a idade para o trabalhador se aposentar.

Os informes de bastidor dizem que o governo não tem cacife para aprovar, na Câmara e no Senado, a pretendida reforma da Previdência, já que deputados e senadores, na véspera de correr atrás dos votos, dificilmente embarcariam num projeto que vai retardar a aposentadoria do trabalhador (que é o seu eleitor). Por outra parte, o presidente e seus auxiliares da área política não podem se descuidar porque, da mesma forma que não referendariam o endurecimento das aposentadorias e pensões, os parlamentares poderão aprovar o aumento da faixa de isenção no IR, a isenção de multas e a rolagem da dívida das prefeituras. Tudo isso é coisa simpática e pode se converter em voto.

Todos os governos que conhecemos e até aqueles que pesquisamos na história pregaram reformas. Mas nem um deles tem sido forte o suficiente para enfrentar a impopularidade de retirar ou retardar direitos do povo, que é o seu eleitorado. Michel Temer, ao ver a Presidência cair em sua cabeça, sonhou passar para a história como um reformador e, por isso, paga o amargo preço da impopularidade recorde. Seus adversários exacerbaram o discurso e o governo teve de recorrer aos métodos de compra de votos para não cair. Palacianos admitem hoje uma reforma ministerial, que também poderá servir de moeda de troca para a aprovação de projetos do Executivo no Congresso Nacional. Espera-se que o presidente tenha sensibilidade suficiente para não gastar esse pequeno cacife com propostas inviáveis para um momento eleitoral. A essa altura dos acontecimentos, os parlamentares só pensam na melhor forma de conseguir a reeleição. Tudo o que soar impopular, com certeza, será rejeitado e aquilo que venha a adoçar a boca do eleitor pode ser aprovado. Mesmo que depois não se concretize... 

(*) Tenente; dirigente da Aspomil (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 
aspomilpm@terra.com.br




EDIÇÃO DE HOJE
Edição de Hoje

ENQUETE
Os vereadores aprovaram em segundo turno, por 13 votos a um, o aumento do nmero de cadeiras para a prxima legislao, em 2021. Voc concorda com a proposta?




JM FORUM
Empresas do transporte coletivo solicitam aumento de cerca de 10% no valor da passagem, que pode chegar a R$ 4,17 em 2018. Na sua opinio, o que poderia justificar este aumento?
Comentar


AS EMPRESAS DO GRUPO JM DE COMUNICAÇÃO
JM Magazine JM Online JM JM Extra JM Rádio Vitória
Todos os direitos reservados ao Jornal da Manhã © 2017