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Ricardo Ritossa - 19/10/2017

Pare o mundo que eu quero descer... (ser...?) [parte 1/3]

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“Pare o mundo que eu quero descer porque eu não aguento mais...” nos desabafava já em 1976 o mineiro de Três Pontas, Sílvio Ferreira de Brito, cantor e compositor, correligionário eventual do saudoso soteropolitano Raulzito “Maluco Beleza” Seixas, guru da Sociedade Alternativa e tido por muitos como o Pai do Rock Brasileiro.

Essa canção de 41 anos atrás, um sucesso oportunamente atualizado e enriquecido em diversas de suas estrofes ao longo das décadas, segue numa toada que - pelo seu ritmo e conteúdo - nos remete a grandes sucessos anteriores de Raul, como Ouro de Tolo, Gita e Como Vovó Já Dizia. Nessa sua obra, um iluminado Sílvio nos permite vivenciar uma bela fantasia escapista e sonhadora, ainda que por meros 3 minutos, na esperança do poeta de que o mundo pare (de ser como é). Aliás, uma ideia semelhante acabaria servindo de inspiração a duas outras baladas do próprio Raul: Eu Também Vou Reclamar de 1976 e O Dia Em Que A Terra Parou de 1977.

É devido observar que as queixas e lamentações de cada uma das composições mencionadas continuam, tristemente, quase todas bastante atuais: a poluição, os conflitos sociais e étnicos, a burocracia, a violência, as carestias... enfim, a insatisfação ampla e difusa para com a vida que se consegue levar... apesar de toda a tecnologia e facilidades atuais, entre tantas outras, da internet, dos drones, dos celulares e dos computadores pessoais, dos avanços na medicina, na agricultura e nos equipamentos em geral, que sequer se imaginava nos anos 70.

De fato, na vida real, como não nos é possível pararmos o mundo, é senso comum que deveríamos tentar fazer algo nós mesmos - cada um de nós em seu próprio microambiente - na tentativa de que o esforço solidário de muitos, na busca de algo diferente e melhor, pudesse, um dia, nos levar a uma realidade mais favorável. Apenas belas palavras, talvez... se não nos empenharmos seriamente numa missão como essa.

Não nos se pede muito, na verdade. Como brasileiros, temos por um lado o privilégio de não termos sido - até aqui – acometidos por algumas das grandes mazelas da natureza. Como os graves e arrasadores terremotos que ocorrem na Europa e na Ásia, bem como ao longo da orla do extenso Anel de Fogo do Oceano Pacífico. Ou como as terríveis e destruidoras tempestades, furacões, tornados e tufões que acometem regiões como o Mar do Caribe e o Sudeste Asiático e países como os Estados Unidos, a Índia e o Japão. (continua...) 

(*) Consultor em investimentos e no desenvolvimento de procedimentos e projetos empresariais, profissionais e pessoais, e também na área jurídica; engenheiro mecânico pela Unicamp, advogado pela Unesp e MBA pela SDA Bocconi de Milão
gartot@uol.com.br




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