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Dom Paulo Mendes Peixoto - 14/10/2017

Alegria da partilha

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É mais feliz quem partilha com os necessitados do que quem se enriquece com a exploração e o sacrifício dos outros. Como dizia Santa Tereza de Calcutá: “A pessoa era tão pobre, tão pobre, que só tinha dinheiro”. Era egoísta e não se preocupava com as necessidades das pessoas ao seu redor. Parece que isso caracteriza a cultura capitalista selvagem, que só pensa em riqueza e mais riqueza.

O critério dos países não privilegia a partilha. Ele está centrado no conceito de crescer cada vez mais. O referencial é o mercado internacional e o domínio econômico. Para isso usam de todos os meios, lícitos e ilícitos, passam por cima das próprias leis e exploram a natureza de forma irracional. Creio que precisam crescer menos para que as pessoas sejam mais felizes.

A partilha não é diferente de um banquete, onde deve reinar a alegria, a convivência e a fraternidade. Ali não cabe a participação de quem rejeita o verdadeiro amor e é incapaz de perceber o amor de Deus e suas bênçãos. Parece como aquela pessoa do “Evangelho”, que foi para a festa sem a roupa adequada, isto é, que não tinha a disposição do coração para seguir os indicadores do momento.

Determinadas práticas comunitárias exigem das pessoas mudança de “veste”, de atitudes, para não ficar na superficialidade em suas ações e se comprometer na construção do bem. Despirem-se principalmente do egoísmo, do individualismo e da falsa capacidade de vida nova. As riquezas do Brasil são como um grande banquete, onde muita gente fica apenas com migalhas.

Não ajuda o mundo a ficar partilhando violência, vingança, desemprego, vícios e uma cultura sem ética e sem moral. As consequências não são saudáveis para ninguém e nem melhoram a qualidade de vida das pessoas. Algum tipo de roupagem, que adorna a sociedade brasileira, precisa ser revisto. Há uma crosta de injustiça cobrindo o país, impedindo seu real desenvolvimento.

A maioria dos brasileiros caminha atropelada por altos e baixos, mas tem que viver em qualquer situação, de penúria ou de abundância, carregando o peso, ou não, do sofrimento causado alhures por todo o país. Por causa da estrutura histórica da nação, grande parte de sua população não experimenta a alegria de contar com o necessário para construir uma vida feliz. 

(*) Arcebispo de Uberaba




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