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Bruno de Assis - 21/04/2017

Seria o suicida o maior dos corajosos ou um grande covarde?

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Uma incógnita que comove e intriga o intelecto humano (acredito que desde as primeiras sinapses ou elucubrações da alma) diz respeito justamente ao que sobrevém após a nossa morte. Se do pó viemos e ao pó retornaremos, significa que toda nossa materialidade irá retornar a um estágio puramente orgânico, voltando ao ciclo da natureza. Ou, mesmo, que o sopro de vida que anima nossa existência deixará nosso corpo.

O momento crucial: quando se chega à beira do precipício e olha-se para baixo e, então, o precipício te olha de volta; quando se chega ao ponto de pôr um fim à própria vida é necessária grande convicção e firmeza de propósito para dar continuação a essa vontade. Independentemente das motivações, o último passo em direção ao fim deve ser algo inconcebivelmente aterrorizante.

Ir ao encontro da morte, conforme seu livre arbítrio, é a cura para o irremediável; é o remédio para quem a procura. O ser humano tem a consciência da morte. Normalmente ele não a busca. A desistência da própria vida denota não apenas uma contradição ao justo amor de si mesmo, como também fraqueza e egocentrismo.

Por algum motivo choramos logo que nascemos. Não há fardo, pesado que o seja, que o homem não esteja apto a suportá-lo. Exceto quando acometidos por distúrbios psíquicos graves, não há angústia, dor e sofrimento que nos desculpe. Mesmo o obsedado pode ser ajudado e encontrar meio para superar suas provações.

Quando Sócrates falou sobre a filosofia ser uma preparação para a morte, talvez quisesse dizer que devemos nos portar com dignidade até o momento quando ela chegar, ou que existe algo mais além da nossa trajetória terrena. Mas será que o que fizermos em vida será pesado em alguma medida no post mortem?

O homem é um composto dual de corpo e alma imortal. Não somos donos de nós mesmos, somos apenas titulares do uso do corpo. Como um presente que nos foi dado, temos a tutela, e não podemos nos desfazer dele, pois no fim teremos que prestar contas. “Se Deus não existe, não há virtude e ela é inútil”, disse Dostoievski em “Irmãos Karamazov”. E se Ele realmente existe, não poderemos nos dispor de nosso corpo de modo a autodestruí-lo. 

(*) Professor e jornalista




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