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Maria Aparecida Alves de Brito - 20/03/2017

Feito co e gato

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Os problemas envolvendo os animais abandonados e os moradores da cidade vêm ocorrendo há vários anos e já se tornaram caso de saúde pública. Pensei que o caso ocorresse apenas nos domínios do bairro Olinda, mas vejo que a incidência do aumento dos animais ocorre também em outros bairros.

Convivemos diariamente com dejetos, lixos revirados nas vias públicas e em nossos quintais e jardins e, quando encontram portas e janelas abertas pulam para dentro das casas subindo em cima de móveis, como mesas e pias, contaminando tudo, principalmente alimentos. Não somos contra os cuidados dispensados aos animais em situação de abandono, mas é preciso mais do que alimentá-los e colocar água fresca para os bichanos.

É necessário vermifugá-los, vaciná-los e, principalmente castrá-los, senão o problema não se resolverá e, sim, se agravará. Os proprietários dos animais, sabedores dos locais onde os mesmos são alimentados, abandonam nestes espaços os filhotes e os moradores que são alérgicos, asmáticos, doentes e idosos são obrigados a conviver com a sujeira e o mau cheiro causados por esses animais.

É necessário mais do que boa vontade e sentimento de pena para com os mesmos. É preciso que se crie mecanismos para preservação dos direitos das pessoas envolvidas e para que os animais não venham a sofrer maus-tratos em situação de risco nas ruas.

Nos fatos narrados nos jornais e TV percebi que não foram levadas em conta, em momento algum, as dificuldades das pessoas que se tornaram instrumento de convivência forçada com os bichos. É preciso vontade e necessidade de se criar meios para solucionar o problema, favorecendo a todos os envolvidos, inclusive os animais.

Na realidade, esse processo de cuidar sem ter que assumir responsabilidades com o que vem depois, nada mais é do que prolongar uma situação incômoda. O embate que vem ocorrendo entre “cuidadores” e moradores que se vêm privados do exercício de liberdade no campo da convivência obrigatória, através das circunstâncias que a eles são impostas, tem que ser solucionado.

Entre erros e acertos, sempre que um fato inusitado se nos apresenta, sem o diálogo e sem que sejam tomadas providências envolvendo inclusive o poder público, com a castração comunitária mais barata para esses animais, jamais chegaremos a um consenso.

Compreendo que todos somos aprendizes, sujeitos às intempéries, mas, se houver compreensão e atitudes corretas (não conte com facilidades), dos dois lados, e uma dose muito grande de paciência, de força de vontade no reconhecimento dos acertos e desacertos de ambas as partes e, ainda agirmos de forma a favorecer os lados envolvidos e empreendermos um esforço coletivo em direção do bem viver demonstrando que, usar o bom senso é o melhor e mais eficaz dos remédios.

Nossa gatinha se chama Tunica, é cinza, linda, pois tem os olhos cor de mel, é castrada, brava, rabugenta, mas muito amada e não incomoda ninguém.

Maria Aparecida Alves de Brito
Pedagoga, Especialista em Educação Especial e arte educadora




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