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Maria Aparecida Alves de Brito - 11/01/2017

Somos e temos vizinhos

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Chuva, calor, umidade, eis a combinação ideal para que um pesadelo recorrente volte a nos assombrar. E só depende de cada um de nós, cuidarmos e zelarmos de nossas casas, de nossos quintais para que não venhamos sofrer com uma doença que persiste em nos afligir. É preciso entender que não podemos e não devemos cruzar os braços e esperar que a solução do que é de nossa responsabilidade seja executada por outros. Consciência de que o mosquito está aqui pronto a nos atacar, que ele nasce e se prolifera em água acumulada, que basta uma picadinha para nos deixar doentes, incapacitados, nos matar, como vem acontecendo, todos nós temos, pois através dos meios de comunicação somos constantemente alertados. Para que isso não aconteça, basta colocarmos em prática tudo que aprendemos sobre o ciclo de reprodução do mosquito, ponto essencial para abolirmos de nossas vidas esse mal. Inteligente é o ser que coloca a teoria aprendida em prática e a usa em seu benefício. Imaginemos o desespero de futuras mães, ainda gestando, picadas e diagnosticadas com zica. A felicidade dando lugar à incerteza, a angústia de não saberem qual destino terão seus filhos, já que poderão nascer sem poder ver as cores da vida, ouvir os sons da natureza, a som do ninar de sua mãe, isolados do mundo. Não poderão fazer desenhos no chão com giz, rabiscar um barquinho e, com ele, navegar por mares nunca dantes navegados, ler um livrinho de histórias e cobrir a cabeça com medo do bicho papão. Um ambiente de amor e dor refletido no semblante de famílias vendo seus filhos convulsionando, como se pedissem ajuda num país onde a assistência médica, ambulatorial e hospitalar inexiste. Onde o atendimento prometido não é cumprido desde que a família, com quatro integrantes e um ganho de um miserável salário mínimo se torna empecilho para que uma criança com microcefalia receba o auxílio. Quantas famílias estão sofrendo, solitariamente, com seus filhos seriamente comprometidos, por falta de um gesto simples, como evitar que um mosquito nasça e se prolifere nos domínios de nossos quintais, jardins, terrenos baldios. Não nos esqueçamos que sermos humanos é cuidarmos uns dos outros para que a terra se regenere, se renove, se reinvente, se transforme num lugar melhor onde a felicidade se faça presente para todos. Ideal, sabemos que nunca será, mas podemos, com gestos generosos, fraternos, pequenos esforços como acomodar recipientes que acumulem água em locais apropriados, não jogar lixo em vias públicas, participar mais para mantermos nossa cidade mais limpa, mais agradável, faremos, com certeza, a diferença. Madre Tereza de Calcutá disse: “O amor começa quando cuidamos dos mais próximos, dos que estão em casa.” Nos encontramos diante de dois caminhos: um é cruzarmos os braços e nos depararmos com uma epidemia batendo à nossa porta, outro é aproveitarmos a oportunidade e fazermos o bem, pois o amor é prenúncio de felicidade. 

(*) Pedagoga, Especialista em Educação Especial e Arte educadora




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