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Uberaba, 21 de julho de 2019 -

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CIDADE

Impacto da reforma na economia não será imediato, dizem líderes

Presidentes de entidades classistas da cidade defendem a necessidade de reforma da Previdência, mas entendem que os efeitos sobre a atividade econômica ainda demoram

10/07/2019 - 00:00:00. - Por Marconi Lima Última atualização: 10/07/2019 - 07:44:16.

Jairo Chagas


Ângelo Crema, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, diz que a reforma da Previdência é o primeiro passo para a recuperação da economia

 

Aprovação da reforma da Previdência não deve gerar impacto na economia em um curto período de tempo. Pelo menos essa é a opinião de lideranças empresariais de Uberaba consultadas pelo Jornal da Manhã.

A proposta de reforma aprovada na comissão especial aumenta o tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários, aumenta as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais assalariados. Para ser aprovado o texto – e cada parte dele que pode ser votada em separado – é necessário o voto favorável de, ao menos, 308 deputados em dois turnos.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Luciano Veludo, em entrevista ao JM News 1ª Edição, da Rádio JM 95.5MHz, disse que a reforma é necessária, mas não acredita que os efeitos positivos na economia sejam imediatos. “Essas mudanças na economia não acontecem de uma hora para outra, elas devem demorar”, ressaltou.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Ângelo Crema, destacou que se trata do primeiro passo para recuperação da economia brasileira. Mas outras ações serão necessárias como a reforma tributária e a política. “É preciso equilibrar as contas públicas. Esse projeto de reforma tributária sofreu muitas modificações. O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou que em duas décadas é provável que outra reforma terá que ser feita. Mas é importante também que, além da reforma da Previdência, outras sejam implementadas”, frisou.

O presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu), José Peixoto, também é defensor da reforma. “O atual sistema é arcaico. Prejudica quem contribui muito e beneficia quem não contribui. Faço um apelo aos nossos parlamentares que aprovem este projeto. Essa proposta, certamente, trará muitos benefícios ao nosso povo”, disse o presidente da Aciu. 

O presidente do Sicoob Uberaba, Alceu Vieira de Souza Neto, é outro defensor da reforma. Ele acredita que, se aprovada, deve destravar a economia do país. “O que temos que estar atentos é a qual modelo de reforma será aprovado. Nós vivenciamos na cooperativa a expectativa de muitos que precisam investir, mas sentem-se inseguros”, destacou.

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