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CIDADE

Entidades de produtores protestam contra fim do antidumping do leite

Ministério da Economia suspendeu o mecanismo que protegia a produção nacional sobre o leite importado da Europa e Nova Zelândia

10/02/2019 - 00:00:00. - Por Marconi Lima Última atualização: 10/02/2019 - 09:32:40.

Foto/reprodução


Produtores reclamam da falta de estrutura logística e de política pública e sem o antidumping ainda terão de enfrentar uma concorrência considerada desleal

Entidades ligadas à produção de leite no Brasil manifestaram-se contra a decisão do Ministério da Economia de suspender a taxa de antidumping sobre o leite importado da União Europeia (UE) e da Nova Zelândia, conforme publicado no Diário Oficial da União esta semana. 

Em Uberaba, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando (Girolando) destacou que a medida só prejudica os produtores de leite do Brasil, especialmente os pequenos - que hoje respondem por 51% do leite líquido comercializado no campo, segundo dados divulgados pelo próprio governo federal.

A taxa antidumping, criada em 2001 durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), era aplicada como forma de proteger o mercado nacional da concorrência, considerada desleal, dos produtos importados da UE e Nova Zelândia, que trabalham com uma produção de leite bastante subsidiada pelos governos locais e com boa infraestrutura e logística.

Em nota distribuída à imprensa, o presidente da Girolando, Luiz Carlos Rodrigues, disse que o produtor brasileiro vive com a falta de investimentos em estradas, em escoamento da produção, e de políticas públicas para melhoria da qualidade genética de seu rebanho. Além de não ter a mesma política de subsídio da Europa e da Nova Zelândia, o produtor brasileiro sofre com o preço pago pelo litro de leite.

Rodrigues lembrou ainda que o Brasil vinha sofrendo com as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, consideradas uma concorrência desleal para a única atividade econômica presente em todos os municípios brasileiros. Em pouco mais de quatro décadas, a produção de leite quadruplicou no país chegando a mais de 35 bilhões de litros/ano.

“Não podemos deixar que medidas como essas façam com que mais e mais produtores rurais deixem a atividade”, ressalta Luiz Carlos Rodrigues.

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