JM Online

Jornal da Manhã 46 anos

Uberaba, 14 de agosto de 2018 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

CIDADE

Mais de 60 ex-funcionários de prestadora de serviços da UFTM não receberam rescisão

Após três meses sem receber salários, 63 funcionários foram demitidos e a empresa foi descredenciada

09/08/2018 - 22:08:14. Por Thassiana Macedo. Última atualização: 10/08/2018 - 10:49:21.

Arquivo


Empresa prestava serviços de segurança patrimonial no Hospital de Clínicas, onde deve acontecer hoje protesto dos ex-funcionários

Ex-funcionários da empresa Resende Conservação e Serviços Ltda., que prestava serviço de segurança patrimonial para a UFTM, precisaram buscar a Justiça do Trabalho para receber rescisão. Após três meses trabalhando sem receber salários, 63 funcionários foram demitidos e a empresa foi descredenciada. Porém, a ação corre na Justiça há quatro meses sem solução definitiva. Enquanto isso, ex-funcionários, desempregados e sem o dinheiro do acerto, penam para pagar as contas e programam protesto para hoje, às 9h, na porta do Hospital de Clínicas. 

De acordo com Márcio Roberto de Sousa e Lourimar Daniel Hamilton, eles e mais de 60 pessoas trabalhavam na empresa terceirizada da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) fazendo o serviço de segurança patrimonial. No entanto, a empresa passou a apresentar problemas financeiros e ficou quatro meses sem depositar o FGTS dos funcionários, bem como três meses de salários. Os ex-funcionários contam que, mesmo passando dificuldades em casa pela falta de pagamento, decidiram não sair a pedido da UFTM, que teria argumentado que a saída geraria riscos para os servidores e pacientes atendidos pelo Hospital de Clínicas.

Ocorre que os funcionários da terceirizada foram demitidos e não recontratados pela nova empresa terceirizada que assinou contrato de prestação de serviço com a UFTM. Além disso, continuam sem receber até hoje, mesmo com ação tramitando na 4ª Vara da Justiça do Trabalho. A UFTM teria depositado em juízo o valor de quase R$500 mil referente ao valor devido à empresa pelos serviços já prestados, o qual será destinado à rescisão dos 63 funcionários.

Conforme o advogado Lourenço Mendes do Nascimento Júnior, do Sindicato dos Empregados no Comércio de Hotéis e Similares de Uberaba, verificou-se que no valor apresentado pela empresa não constam os depósitos atrasados de FGTS e a multa de 40%, o que, conforme a legislação trabalhista, é direito inegável de todo trabalhador. A UFTM foi convocada a manifestar confirmando ou rejeitando a planilha de cálculo dos valores devidos aos trabalhadores e tinha prazo até a última quarta-feira (8).

Porém, segundo Márcio de Souza e Lourimar Hamilton, o processo estaria parado porque a UFTM apenas requisitou a prorrogação de 10 dias de prazo. Representantes dos funcionários chegaram a procurar a direção da UFTM, que afirmou que cumpriria o prazo, vencido dia 8, e daria a resposta solicitada, o que não ocorreu. 

A reportagem tentou ouvir a versão da UFTM, mas a assessoria de comunicação da universidade informou apenas que encaminhou a solicitação ao setor responsável e que o retorno ao Jornal da Manhã seria dado hoje.

Notícias Relacionadas

DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia