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CIDADE

Casal que fez serventuária da Justiça de refém pega 36 anos

Mulher foi condenada a 19 anos e seis meses e o homem, a 16 anos e seis meses, ambos em regime fechado

09/08/2018 - 22:48:35. - Por Thassiana Macedo Última atualização: 10/08/2018 - 07:26:05.

Jairo Chagas


Resgate da vítima, que estava no porta-malas do carro, se deu após perseguição e acidente na avenida Santana Borges

Juiz da 1ª Vara Criminal, Ricardo Cavalcante Motta condenou Mônica Gonçalves Reis e Lucas Daniel Soares Policarpo, que sequestraram serventuária da Justiça e a mantiveram refém por cerca de sete horas dentro do porta-malas do seu próprio veículo, enquanto faziam saques na conta da vítima. Mônica deverá cumprir 19 anos e seis meses de prisão e Lucas foi condenado a 16 anos e seis meses de prisão, ambos em regime fechado. Os dois não poderão recorrer da sentença em liberdade.

No dia 22 de fevereiro, a vítima estacionava seu veículo Hyundai HB20, avaliado em mais de R$50 mil, na porta do Mário Palmério Hospital Universitário. Quando descia do veículo, a serventuária foi surpreendida pela acusada, que colocou a mão em seu rosto, lhe desferiu uma mordida na face, enquanto o acusado apontou uma arma para sua cabeça da vítima. A mulher entrou no carro com agressividade e puxou a vítima para o banco traseiro, onde a manteve no assoalho, com a cabeça coberta por uma toalha. Uma testemunha foi ameaçada pelo acusado, mas conseguiu chamar a polícia.

Mesmo sem carteira de motorista, o acusado tomou a direção do veículo, enquanto a comparsa pediu a senha do celular da vítima, para desligá-lo, e exigiu dinheiro. Como a vítima não possuía dinheiro, os acusados pegaram os cartões bancários e cheques e exigiram, sob ameaças de morte e agressão, que a vítima fornecesse as senhas e assinasse várias folhas de cheque. Enquanto o casal se dirigia a Igarapava (SP), a vítima foi colocada no porta-malas, para que os dois fizessem os saques na conta da serventuária.

Enquanto a mulher sacava R$1.360 de uma conta, sob novas ameaças, a vítima assinou as folhas de cheque. O casal fez compras, no valor de R$2.247,35, em estabelecimento na BR-050 e passou a ser perseguido pela polícia, até bater em um Ford Focus estacionado e em um semáforo, sendo os dois presos e a vítima resgatada com uma fratura no pé.

Ao analisar o caso, o juiz Ricardo Cavalcante julgou parcialmente procedente a ação proposta pelo promotor Laércio Conceição Lima, visto que o magistrado não atendeu ao pedido de mais rigor na dosimetria da pena. Para o promotor, em razão da violência perpetrada pelos acusados, ao ser submetida a grave e sério risco de morte trancafiada no porta-malas do carro, a vítima sofreu grande abalo psicológico e físico. 

Os dois foram condenados por roubo triplamente qualificado, com violência que resultou em lesão grave, e extorsão mediante restrição da liberdade da vítima. Lucas Policarpo ainda foi condenado por dirigir sem habilitação, mas o juiz Ricardo Cavalcante reduziu a pena, levando em consideração a atenuante de menoridade relativa do acusado.

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