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Uberaba, 14 de agosto de 2018 -

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CIDADE

TST apresenta proposta de conciliação para evitar a nova greve dos Correios

Os dirigentes sindicais devem analisar e votar sobre a aceitação ou não da proposta em assembleias da categoria, possivelmente no dia 14

07/08/2018 - 23:08:18. Por Thassiana Macedo. Última atualização: 08/08/2018 - 17:51:18.
Confira o podcast:

Para evitar o início de uma nova greve nos Correios, o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Renato de Lacerda Paiva, apresentou oferta de acordo. A proposta mantém todos os termos do acordo coletivo de 2017/2018 e a reposição salarial pela inflação no período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumido (INPC). Porém, a oferta está condicionada à ausência de movimento grevista.

Neste sentido, caso a greve dos servidores dos Correios seja deflagrada, a proposta será retirada e o processo de mediação, encerrado. No entanto, conforme informações do Tribunal Superior do Trabalho, o sindicato dos trabalhadores dos Correios já informou que não pretende suspender a greve.

Segundo o magistrado Renato Paiva, se a mediação for encerrada e a jurisprudência da Seção de Dissídios Coletivos do TST for seguida nesse caso, os trabalhadores correm o risco de perder as cláusulas sociais que conseguiram no acordo anterior.

O vice-presidente também avaliou que a aceitação da proposta por parte dos dirigentes dos Correios é a mais acertada neste momento, considerando o cenário de fragilidade por parte dos trabalhadores, bem como o esforço para manter o clima organizacional em condições adequadas. 

Os dirigentes sindicais devem analisar e votar sobre a aceitação ou não da proposta em assembleias da categoria. O prazo para a categoria dar uma resposta ao TST sobre a avaliação da proposta é até a próxima quinta-feira, dia 9 de agosto. Já os Correios têm até o dia 10 de agosto para se manifestar a respeito. Renato Paiva reforça que a proposta perde a vigência caso os trabalhadores optem pela greve da categoria ao longo deste período.

Funcionários dos Correios adiam assembleia

Diante da oferta de acordo apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho ontem (7), funcionários dos Correios decidiram pelo adiamento de assembleia que aconteceria ainda na noite desta terça.

Em entrevista à Rádio JM, Wolnei Cápolli, presidente do Sintect/Uberaba, explicou que a assembleia de ontem tinha por objetivo claro a definição pela deflagração ou não de greve e que, diante da proposta apresentada pelo TST, a categoria vai analisar os termos do possível acordo e voltará a se reunir ainda este mês, possivelmente no dia 14, para determinar os próximos passos.

“Lógico que [a proposta do TST] não é aquilo que a gente está buscando, até porque está muito aquém daquilo que são as necessidades hoje dos trabalhadores dos Correios. Mas se a gente disser também que não foi muito melhor do que o que a empresa havia proposto para gente, a gente estaria mentindo. Diante daquilo que a empresa estava oferecendo, a proposta do TST foi, no mínimo, razoável”, avalia o presidente do Sintect.

A proposta do TST tinha por objetivo afastar a possibilidade de greve da categoria e, na avaliação de Wolnei Cápolli, é uma forma de os funcionários buscarem uma alternativa de conversa, inclusive junto ao TST. “Ao longo dos anos, há uma perda significativa, principalmente de benefícios. A gente enxerga com bons olhos que o TST finalize, de uma maneira, a beneficiar o trabalhador”, explica o presidente, acrescentando que a proposta está longe de ser ideal, mas já é um avanço.

Reivindicações. Na pauta de reivindicações, a categoria pleiteia a realização de novos concursos, reajuste salarial de 8% mais R$ 300 de ganho real, além de aumento de R$ 45 no ticket alimentação. Em contrapartida, a ECT ofereceu reajuste salarial de 2,21%, índice abaixo do INPC, e ainda a retirada de benefícios.

Confira o áudio da entrevista no topo.

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