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Uberaba, 19 de agosto de 2018 -

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CIDADE

Paralisação da rede estadual de ensino tem adesão de 90%

Manifestação levou grande parte do funcionalismo a Belo Horizonte nesta quarta-feira; em Uberaba, a orientação repassada pelo sindicato era de paralisação das atividades

- Por Geórgia Santos Última atualização: 16/05/2018 - 14:44:22.

Educadores da rede estadual realizam protesto contra atraso de pagamentos e adesão nas escolas de Uberaba foi de cerca de 90%. O movimento aconteceu nesta quarta-feira (16), em Belo Horizonte, inclusive com a participação de professores de Uberaba. Na cidade, a orientação era que as atividades fossem suspensas. O movimento continua até sexta-feira (18).

De acordo com dados repassados pela Superintendência Regional de Ensino (SRE) e também pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), em Uberaba, grande parte das escolas do Estado, cerca 90% delas, suspenderam as aulas hoje em protesto pelo atraso no pagamento do salário do mês de maio. Existem no município 41 escolas. Na sede da Superintendência a adesão foi de 48% de servidores; o local conta com 108 funcionários.

“A manifestação na capital foi grande e ficou decidido que vamos continuar a paralisação até sexta-feira (18), dia em que o governo anunciou que vai depositar a primeira parcela dos salários do funcionalismo público. Se isso acontecer, se o dinheiro estiver na conta, na segunda-feira (21), retornamos aos trabalhos. Caso contrário continuamos a paralisação na semana que vem”, explica a coordenadora local do Sind-UTE, Maria Helena Gabriel.

Maria Helena destaca que o movimento é legitimo, segue a legislação, e que o Governo Estadual foi notificado. Ela explicou que desde quando a greve foi suspensa, o sindicato encaminhou notificação ao Estado de que o movimento poderia ser retomado a qualquer momento. E sobre a possibilidade de continuar a paralisação na semana que vem, o Sind-UTE já enviou posicionamento à Justiça.

“Diante desta situação, a orientação que repasso aos pais é para que não levem os filhos à aula. Pedimos aos pais para que estejam conosco nesse momento, sei que vão compreender, pois ninguém trabalha sem salário”, convoca Maria Helena Gabriel.

Vale ressaltar que, além de professores, outros servidores do Estado também aderiram ao movimento diante do atraso do pagamento mensal. 

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