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CIDADE

Unidades de saúde reforçam orientações sobre doenças mentais

Propósito da campanha é estimular e ampliar o conceito da saúde mental e emocional, partindo do slogan que sem saúde mental não há saúde

- Por Geórgia Santos Última atualização: 16/01/2018 - 07:57:25.

Foto/Sandro Neves


Alertas estão entre as ações desenvolvidas nas unidades de saúde para orientar usuários do serviço público

Secretaria Municipal de Saúde intensifica orientações sobre saúde mental com a campanha Janeiro Branco. O propósito da campanha é estimular a cultura e ampliar o conceito da saúde mental e emocional, partindo do slogan que sem saúde mental não há saúde. As ações são realizadas com foco na prevenção, para promover qualidade de vida à população.

Ao contrário do que muitos pensam, é possível se prevenir contra as doenças da mente. De acordo com o diretor da Atenção Psicossocial de Uberaba, Sérgio Henrique Marçal, a primeira forma de prevenção é acabar com estigmas e estar atento a sinais que remetam a situações de não bem-estar, como estresse e sintomas de depressão, a fim de que as pessoas possam cuidar do sofrimento natural da vida e evitar que se torne transtorno mental. “Além disso, é importante também estar atento aos fatores de proteção, como, por exemplo, o contato com a família, atividade física, lazer, dormir bem, alimentação saudável, entre outros fatores que contribuem para saúde mental, não apenas o tratamento. Portanto, diante disso, durante este mês as unidades de saúde de Uberaba estão reforçando estas orientações aos usuários, cada uma promovendo as suas atividades”, explica Sérgio.

Segundo Sérgio, a maioria das unidades possui psicólogo disponível para a população, que, além de atendimento, promovem esse trabalho preventivo durante todo o ano. Agora em janeiro essa ação é intensificada, com “Salas de Espera” e nos encontros dos grupos terapêuticos, que acontecem nas unidades, como também nas visitas do Programa Saúde da Família.

Sérgio revela que a proposta de criação de uma rede de saúde mental é recente no país. Somente em 2002 surgiram os primeiros serviços para cuidar das pessoas. “Até então a tradição era internar, o que explica o motivo de o Brasil possuir números tão graves dentro da saúde mental”, diz, explicando que o Brasil é o país que mais possui casos de depressão na América do Sul. É campeão mundial em casos de ansiedade e é o quarto colocado no crescimento das taxas de suicídio entre jovens na América Central e América do Sul.

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