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e-Social pode estar com os dias contados

A avaliação da gestão é a de que o sistema acabou complicando demais a rotina contábil

17/06/2019 - 00:00:00. Última atualização: 17/06/2019 - 14:27:58.

A implementação do sistema teve um longo período de transição, porém, não agradou as empresas. O e-Social foi desenvolvido no intuito de simplificar o credenciamento de informações de aquisição de novos funcionários. Pelo seu funcionamento, ele exige que os contratantes informem dados de novos empregados. Mas segundo a Folha de São Paulo, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, disse que o atual sistema deverá dar lugar a uma nova plataforma, que ele deu a entender já estar em desenvolvimento e que será mais simplificada em seu funcionamento. A avaliação é que o e-Social, criado para simplificar o fornecimento dos dados, acabou complicando a rotina de quem contrata.

Para Costa, o principal problema é a redundância de informações. Segundo o secretário, há casos onde mais de 1800 dados são pedidos pela plataforma, incluindo coisas que o governo ou já tem, ou já foi pedido anteriormente: “Por exemplo, título de eleitor. Desnecessário, porque já tem o CPF do empregado. Dessas 1.800, mais da metade são desnecessárias. É um inferno isso. Virou um monstro", disse. “Há muita informação repetida que o governo já tem e que a empresa precisa digitar várias vezes no mesmo sistema. O sistema falha, o sistema usuário é ruim. É tudo de ruim. Vamos acabar com o eSocial e criar um sistema muito mais simples, ágil, com foco na empresa", ele comentou.

A ideia é que o atual governo continue, porém, pedindo informações que julgar necessárias para o cadastro. "Não queremos afetar nenhuma informação que seja útil para as políticas públicas. Isso é importantíssimo. Mas [acabar com] aquelas que são (des)necessárias e repetitivas", disse.

*Com dados de CanalTech e Folha

 

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