JM Online

Jornal da Manhã 46 anos

Uberaba, 20 de abril de 2019 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

GERAL

Boletim médico aponta melhora de Bolsonaro; sonda e dreno são retirados

Apesar da restrição de visitas, o presidente recebeu o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas

09/02/2019 - 00:00:00.

Um dia depois de ter sido diagnosticado com pneumonia, o presidente Jair Bolsonaro retomou a atividade de despachos: conversou com o vice-presidente Hamilton Mourão por telefone, e recebeu um de seus ministros no quarto do hospital Albert Einstein, onde está internado há 12 dias.

Boletim médico divulgado nesta sexta-feira (8) diz que o presidente teve "boa evolução clínica nas últimas 24 horas, continua estável, afebril e sem dor".

O documento não trata da pneumonia, detectada na véspera, mas o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, confirmou que a infecção ainda permanece.

Bolsonaro segue em unidade semi-intensiva e não teve disfunções orgânicas, de acordo com os médicos.

O boletim diz ainda que Bolsonaro retirou a sonda nasográstrica e o dreno, que foram colocados no fim de semana, após acúmulo de líquidos, respectivamente no estômago e na cavidade abdominal.

Na quinta, exames detectaram uma pneumonia provocada por bactérias, o que levou a um reforço no tratamento com antibióticos que Bolsonaro vem fazendo desde domingo (3), quando teve febre pela primeira vez.

"O dreno colocado no seu abdome, há quatro dias, foi retirado hoje pela equipe da radiologia intervencionista. Devido à melhora do quadro intestinal e boa aceitação da dieta líquida, a sonda nasogástrica foi retirada. Permanece com os antibióticos e nutrição parenteral", diz o boletim.

Bolsonaro alimentou-se pela primeira vez na noite de quinta por via oral desde que foi internado em 27 de janeiro. Ele ingeriu caldo de carne, de galinha e gelatina. Todos são considerados parte de uma dieta líquida pelos médicos.

Este é o primeiro passo de reintrodução alimentar após a cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal à qual ele foi submetido há 11 dias. Desde que foi internado, sua nutrição era feita por via endovenosa e nesta semana ele começou a beber água.

A previsão de alta, inicialmente prevista para a última quarta, foi adiada e Bolsonaro terá de ficar internado pelo menos até o fim do tratamento com antibióticos, por mais seis dias.

Apesar da restrição de visitas, o presidente recebeu o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, na tarde de sexta.

O encontro não estava previsto na agenda das autoridades no início do dia, e foi incluído na agenda de Bolsonaro no início da tarde. Freitas foi a São Paulo por volta de meio-dia, acompanhado do subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Jorge Oliveira.

O encontro foi decidido de última hora. Ele foi o primeiro ministro a despachar presencialmente com o presidente desde a cirurgia.
Apenas o chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, esteve com Bolsonaro no hospital, mas na véspera e no dia seguinte à cirurgia, quando o vice-presidente, Hamilton Mourão, estava como interino no cargo.

De acordo com o porta-voz da Presidência, os médicos pediram que Bolsonaro "não se ponha muito efusivo", lembrando que ele ainda precisa de repouso para uma recuperação adequada da pneumonia.

A assessoria de imprensa do ministro informou que a agenda com o presidente foi decidida de última hora.
 

Leia mais

DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia