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22/01/2017

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Foto/Arquivo

 

Danielle Maciel alerta que ainda não há medicação específica para tratar a doença e a principal forma de prevenção é se vacinar

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgou boletim informando que o número de pessoas com suspeita de febre amarela no Estado subiu de 23 para 48 nos primeiros dias de 2017. Diante destes dados, a infectologista Danielle Borges Maciel acredita que o Ministério da Saúde suspeita da possibilidade de surto da doença. “Os casos suspeitos e óbitos estão sendo investigados, mas podem estar associados a outras doenças, como dengue e leptospirose”, alerta.

De acordo com a especialista, em áreas urbanas, a febre amarela não ocorre desde a década de 1940. Entretanto, Danielle Maciel salienta que é possível ocorrer a volta da febre amarela urbana, caso uma pessoa infectada pela forma silvestre retorne a uma cidade não endêmica e seja picada pelo mosquito Aedes aegypti, dentro dos primeiros cinco dias de infecção.

“A febre amarela silvestre ocorre quando um mosquito do gênero Haemagogus pica um macaco contaminado, adquire o vírus e dias depois pica um humano não vacinado”, explica. A infectologista destaca que a maioria das pessoas infectadas não desenvolve a doença, apresentando, no máximo, alguns sintomas inespecíficos, como febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas e dores no corpo.

Segundo Danielle Maciel, cerca de 20% dos casos podem evoluir com icterícia – quando a pele e os olhos ficam amarelados. “A evolução pode incluir hemorragias, comprometimento dos rins, pulmões e coração, o que pode levar à morte”, afirma. A especialista destaca que ainda não há medicação específica para a doença e a principal forma de preveni-la é através da vacinação. O tratamento é feito com medicações sintomáticas e hidratação. “Nos casos mais graves, pode ser necessário o tratamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com transfusão de sangue e diálise”, esclarece a infectologista.

Especialista descarta perigo de casos da malária em Uberaba

Recentemente, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) também divulgou a identificação de casos de malária motivados pelo Plasmodium virax, na cidade de Diamantina e no Vale do Jequitinhonha. A infectologista Danielle Borges Maciel afirma que, até o momento, não há risco de casos autóctones (originado no local de registro) de malária em Uberaba.

Danielle explica que os sintomas iniciais são comuns às diferentes espécies de plasmódio. “O quadro clínico típico é caracterizado por febre, calafrios, fraqueza, cefaleia e mal-estar. É necessário o exame laboratorial, além de avaliação do histórico de deslocamento do paciente suspeito para o diagnóstico diferencial nos casos em que apareça febre, particularmente naqueles com história de viagens a áreas de risco”, esclarece. Conforme a infectologista, o
diagnóstico correto só é possível por meio da demonstração do parasita ou antígenos relacionados à malária no sangue periférico do paciente.

Para tranquilizar a população uberabense, a especialista afirma que a malária ocorre de forma endêmica, principalmente na região Norte do Brasil, como nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, mas também é registrada em outros países amazônicos, no continente africano e em áreas tropicais. “No Brasil, existe transmissão residual de malária no Piauí, no Paraná e em áreas de bioma da Mata Atlântica, como nos estados de São Paulo, Rio de janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Na área não endêmica, o Brasil registra menos de 1% do total de casos do país”, ressalta.

Danielle Maciel relata ainda que Uberaba teve dois casos relativamente recentes da doença, mas eram provenientes da Angola. 

 








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